sexta-feira, 22 de maio de 2009

Deambulando em pensamentos

Se há coisa que não percebo é que quanto mais queremos uma coisa, mais ela se distancia e nos parece inatingível...

Vejo-me como como um sonhador, passo a vida a sonhar com as coisas que quero, com os resultados pelo que luto, sonho acordado com os meus desejos e vejo-os de noite quando durmo, o que eu considero que seja algo de bom afinal de contas se não conseguirmos ver o que desejamos então é porque não o desejamos e se assim é, então para que lutamos?!.

Uma pessoa precisa objectivos na sua vida algo que a faça levantar da cama de manha, se não os tiver de onde é que vai buscar a sua motivação? Sem objectivos é como se estivéssemos mortos ou pelo menos à espera que esse dia chegue de uma forma calma e tranquila.

Portanto como pessoas que há muito tempo deixamos de temer Deus nós traçamos esses objectivos, mas a minha pergunta é "Qual o limite?", quando é que traçamos objectivos banais que simplesmente para nós são demais...

Será amor, teremos realmente todos e cada um de nós o direito a amar e ser amado... talvez quem sou eu para dizer que uma pessoa merece ou não ser amada, embora por vezes me depare com personagens que realmente não merecem metade do que têm, se essas ditas personagens o têm é porque quem está errado sou eu.

Bem ok... estou a ser um pouco egocêntrico, provavelmente se eu não fosse uma pessoa saudável e estivesse numa cadeira de rodas o meu sonho seria andar (para não falar de pior), mas mesmo assim, será que não viveria no constante sonho também do direito ao amor...

Citando Luiz Vaz de Camões "Amor é fogo que arde sem se ver, É ferida que dói e não se sente", que belas palavras são estas para os enamorados, para quem está apaixonado e vê a sua paixão retribuída... e o se o limite de um sonho for a liberdade?

Para quem vive numa sociedade moderna como eu, sinto-me preso a esta reacção cerebral que tenho chamada sentimentos... musica, pessoas ou situações nos despertam diferentes sentimentos que nos dão euforia ou desespero e tudo o que pelo meio se encontra... Não seria um bom sonho ser capaz de me desprender destes sentimentos, não sentir, nem felicidade nem magoa, ser capaz de fazer a minha vida e lutar pelos meus outros objectivos sem que sentimentos me atrapalhassem pensamentos... mais uma vez cá estou eu a ser egoísta se eu deixasse de ser capaz de sentir não conseguiria traçar objectivos... uma vida vazia sem significado.

No fundo não me percebo a mim próprio, sei o que quero mas não sei como o conseguir... ou não sei lutar ou não sei esperar, em qualquer um dos casos são coisas que não percebo.

domingo, 17 de maio de 2009

Uma moeda no ar

A História tem tendência a repetir-se, mas não em alterar-se... pelo menos é esse o conhecimento que acreditamos... se lançar-mos uma moeda ao ar e a deixarmos cair sabemos que vai cair cara ou coroa, mas será que se a lançarmos vezes suficientes, se formos persistentes o suficiente e a continuarmos a lançar seremos nós capazes de a fazer cair na sua cunha?... Não se trata de algo impossível de conseguir ou de acontecer, mas de algo que nos levará a perguntar se seriamos nós persistentes o suficiente para ver acontecer, teremos nós esse desejo de mudar por uma vez a historia quando ela apenas se quer repetir...

Isso é o que eu quero descobrir, ou que pelo menos que tento descobrir... já a lancei varias vezes e de maneiras diferentes e quando parece que estou a conseguir um elemento exterior aparece e volta-a fazer tender para o curso normal da historia, por isso agora me pergunto, serei eu capaz sozinho conseguir tal proeza, ou precisarei também eu de um factor externo para conseguir que por uma vez ver resultados, e se sim, que factores posso eu usar...

O tempo é cruel, mas por vezes as maiores barreiras somos nós que as criamos, não o tempo... e se eu quero ver essa moeda mudar de rumo, fazer a história mudar, não se trata de quantas vezes eu a vou lançar, mas por quanto tempo eu a consigo lançar com a mesma vontade com a qual comecei...

Mas sou uma pessoa determinada, que prefere viver com remorsos do que com arrependimentos, por isso vou continuar a lançar esta moeda quantas vezes eu conseguir por todo o tempo que me resta, pois é algo que vale apena ver acontecer.